Sobre mim
Tem gente que me nomeia como “agente do caos.”
Também já ouvi sobre minha suposta habilidade de transitar por ele, quase como meu modus operandi.
Quando circulamos por espaços onde a ética e a linguagem sustentadas não são compatíveis com a nossa transfluência, talvez, de fato, sejamos agenciadores do caos.
Eu gosto mesmo é de quem aceita suas incoerências e faz o melhor que pode — no momento — escolhendo estar.
Mantenho-me aberta à diferença e reconheço minhas dores, meus limites e minhas alegrias. Invisto onde esta última superabunda.
E assim sigo: respeitando meu corpo humano e todas as minhas relações — inclusive com o não humano — como parte da minha vulnerabilidade ao escolher habitar a margem.
Sou formada em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense. Também sou Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública - FIOCRUZ e doutoranda em Psicologia pela Universidade de Ottawa.
Atuei como psicóloga no CAPS, CREAS e como educadora na rede de ensino superior pelo CEDERJ. Possuo mais de 10 anos de experiência clínica no Brasil e no Canadá.
Abordagem Esquizoanalítica
Muitas vezes o que nos leva a procurar terapia são os sintomas que fazem o corpo gritar, a mente parar, ou as relações importantes para nós ficarem por um fio. Aqui teremos um espaço de cuidado onde olharemos para o contexto e as dinâmicas envolvidas no seu processo de adoecimento pelo viés da esquizoanálise.
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A esquizoanálise é um modo de vida baseado na filosofia da diferença e no pensamento nômade sobre a realidade que não tolera a escravidão humana nem a sujeição do desejo. Ela surge do trabalho conjunto do filósofo Deleuze com o psicanalista Guattari. Nessa abordagem, nos propomos a criticar tudo aquilo que captura nossa força vital e coloca ela como algo alienada a outras funções e objetivos de vida aliados a poderes que oprimem, violam, desqualificam, rebaixam o desejo. Como essas relações e dinâmicas podem nos endurecer, paralisar, ressentir ,entristecer? A esquizoanálise nos chama a uma responsabilidade ética com as nossas potências, com as forças que nos constituem e que nos implicam com o nosso desejo. Buscamos não nos ressentir com a diferença, mas criticar onde e quando nos tornamos cúmplices com os poderes estabelecidos. Onde, com quem, como hajo numa dinâmica racista, sexista, homofóbica, transfóbica, xenofóbica, fascista, consumista, exploratória, abusiva? Quais as forças mais desafiadoras para sua vida, nesse momento? Como encará-las como um convite à sua autosuperação para um maior investimento numa vida comunitária? Aqui buscamos enxergar a arte dos encontros como abertura para afetos potentes que nos enchem de disposição para experimentar, seja o corpo, o pensamento, o diferente. Quais os encontros que têm te enchido de alegria e te convidado para uma expansão? Para estranhar sem eliminar ou cancelar o outro? Ou melhor, de onde vem o estranhamento?
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